O empresário Joesley Batista afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que pagou R$ 50 mil por mês a Aécio Neves (PSDB-MG), ao longo de dois anos, por meio de uma rádio da qual o senador era sócio.

Os pagamentos, segundo Joesley, foram solicitados diretamente pelo tucano em um encontro no Rio, no qual Aécio disse que usaria o dinheiro para “custeio mensal de suas despesas”, segundo palavras do empresário da JBS, dona da marca Friboi.

Joesley entregou aos procuradores 16 notas fiscais emitidas entre 2015 e 2017 pela rádio Arco Íris, afiliada da Jovem Pan em Belo Horizonte.

A JBS figura nas notas como a empresa cobrada.

Resposta

O advogado de Aécio Neves, Alberto Toron, disse que Joesley Batista se aproveita de uma “relação comercial lícita” para “forjar mais uma falsa acusação”.

Ele confirmou a relação financeira entre JBS e a rádio Arco-Íris e negou que o tucano, ao contrário do que diz Joesley, tenha solicitado os recursos para despesas pessoais.

Segundo Toron, o relato de Joesley é mais uma demonstração de má-fé e desespero do delator.

A rádio Arco Iris se disse surpresa com o relato de Joesley por, segundo ela, tentar “dar caráter político a uma relação estritamente comercial, comprovadamente correta, legal e legítima na prestação de serviços publicitários pela emissora a empresas do grupo J&F”.

A rádio enviou cinco comerciais veiculados na grade de programação.

 

 

Portal Agora

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