A senadora diplomada Daniella Ribeiro (PP) e o deputado federal reeleito Pedro Cunha Lima (PSDB) abriram mão de uma verba no valor de R$ 33,7 mil, referente ao auxílio-mudança, pago pelo Congresso Nacional em todo final de mandato. O valor gasto apenas na Câmara dos Deputados é da ordem de R$ 17 milhões. Daniella frisou que tão logo tomou conhecimento do subsídio, decidiu abdicar do benefício, “não para fazer caridade porque o povo brasileiro não precisa disso, mas por uma questão de consciência e respeito à população, que carece de direitos básicos como saúde, educação e segurança”, explicou Daniella.

A senadora diplomada, que foi eleita com 831.701 votos nas eleições deste ano, ainda cumpre mandato de deputada estadual e assumirá cadeira no Congresso a partir de primeiro de fevereiro, já chegando como líder do Progressistas e sendo uma das doze mulheres a compor a bancada feminina no Senado. Daniella enfatizou que a renúncia ao auxílio-mudança condiz com seus princípios e valores, em especial com a sua trajetória política. O recebimento do subsídio é legal e está amparado em decreto legislativo de 2014. Já Pedro Cunha Lima valeu-se de redes sociais para lamentar a distribuição do auxílio. O tucano afirmou que a sua parte será doada a algum projeto social ou instituição na Paraíba.

Textualmente, Cunha Lima salientou: “Eu não posso receber esse dinheiro. O povo tem o direito de ver esse dinheiro sendo aplicado em outras coisas importantes e, por isso, vou destinar minha cota para alguma finalidade social. Em um país como o nosso, que tem gente vivendo no lixo, morando nas ruas, não se pode gastar R$ 17 milhões com auxílio-mudança para parlamentares”. Entre as bandeiras que tem empalmado no exercício do mandato de deputado federal, Pedro Cunha Lima tem priorizado a redução do gasto com a máquina pública, por considerá-lo excessivo. Em seu primeiro mandato, Pedro chegou a economizar no seu gabinete um total de R$ 2.715.862,52. Diz ele que foi uma decisão tomada em 2015 e que irá acompanhá-lo, por obrigação, enquanto estiver na vida pública.

O deputado apregoou que é necessário formar um novo caráter de nação. “Que o jeitinho brasileiro dê espaço à coletividade, ao respeito ao próximo. E que a mania de justificar vantagens de uma elite dê espaços à empatia para ver cada um crescer. E por estar errado, e por ser tão lógico que precisa mudar, sei que não faço nada além daquilo que uma nova mentalidade de país obriga. Minha missão é servir. O povo exige e eu busco cumprir”, finalizou o deputado.

Fonte: Nonato Guedes, com assessorias

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