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Filho mais velho de Fidel Castro se suicida aos 68 anos

Filho mais velho de Fidel Castro se suicida aos 68 anos

03/02/2018 10h37
Por: São Bento em Foco
 

Morreu nesta quinta-feira (1º) Fidel Castro Díaz-Balart, de 68 anos, filho mais velho do ex-presidente cubano Fidel Castro Ruz. Segundo a imprensa estatal cubana, ele cometeu suicídio.

O único filho nascido do casamento de Fidel Castro com Mirta Diaz-Balart, conhecido popularmente como "Fidelito", estava em "depressão profunda" há vários meses, segundo o jornal "Granma".

"O doutor em Ciências Fidel Castro Díaz-Balart, que vinha sendo atendido por um grupo de médicos há vários meses por um estado depressivo profundo, atentou contra sua vida na manhã de hoje, primeiro de fevereiro", comunicou o jornal estatal.

"Como parte de seu tratamento, ele inicialmente exigiu um regime de hospitalização e depois continuou com o acompanhamento ambulatorial durante sua reincorporação social", prossegue o comunicado, lembrando que "durante sua atividade profissional, inteiramente dedicada à ciência, obteve relevantes reconhecimentos nacionais e internacionais".

Os funerais serão organizados "por decisão familiar", conclui a nota.

As últimas vezes em que ele foi visto em público foram no funeral de seu pai e na posse do prêmio Nobel de Química, o americano Peter Agre, como membro da Academia de Ciências de Cuba, em agosto do ano passado, em Havana.

Dentro da tradição da família Castro de manter sua intimidade familiar afastada do foco público, existem poucos dados sobre sua vida pessoal.

'Fidelito'

Nascido em 1949, em Havana, o primogênito de Fidel Castro foi, entre 1980 e 1992, encarregado da política nuclear de Cuba e além de ser o responsável pela construção inacabada da usina nuclear de Jaragua, em Cienfuegos, que seria a 1ª instalação deste tipo na ilha.

Após o divórcio dos seus pais em 1954, "Fidelito" viveu até os 10 anos com a sua mãe, que se casou com o advogado Emilio Núñez Blanco, e foi morar em Madri na década de 1970.

Ele começou seus primeiros estudos em Cuba e depois se mudou para a extinta União Soviética, onde fez doutorado em Ciências Físicas Matemática pelo Instituto de Energia Atômica I.V. Kurchatov, em Moscou. Em 1974 se graduou "Summa Cum Laude" em Física Nuclear pela Universidade Estatal Lomonosov de Moscou (1974).

Posteriormente ampliou os seus estudos em Cuba, Espanha e novamente na URSS.

Além do seu trabalho à frente da política nuclear cubana, Castro Diaz-Balart representou seu país na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) entre 1983 e 1992 e presidiu o Grupo de Coordenação dos Países Não Alinhados para os usos pacíficos da Energia Atômica (1983-1987).

Em junho de 1992, o jornal estatal "Granma" anunciou sua demissão na direção da Secretaria de Assuntos Nucleares, uma decisão sobre a que Fidel Castro disse pouco depois do ocorrido que foi "por ineficiência no desempenho das suas funções".

 

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