POLÍTICA

Após sanções dos EUA, Brasil também deve endurecer medidas contra o regime de Maduro

Ernesto Araújo disse que gestão Bolsonaro deve proibir entrada de membros do regime no Brasil

07/08/2019 09h30
Por: São Bento em Foco
Fonte: JOVEM PAN
Ernesto Araújo disse que gestão Bolsonaro deve proibir entrada de membros do regime no Brasil
Ernesto Araújo disse que gestão Bolsonaro deve proibir entrada de membros do regime no Brasil

O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, disse que o tempo para diálogo com o chavismo “acabou” e que o ditador Nicolás Maduro “está no fim da linha”. A declaração foi dada nesta terça-feira (6) em Lima, no Peru, durante uma conferência que discute a situação da Venezuela. O encontro contou com representantes de mais de 60 nações, inclusive o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo.

John Bolton comentou as sanções econômicas totais que foram impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra Caracas nesta segunda-feira (5).Ele disse que a sanção “cobre tudo o que tem a ver com o governo chavista” e “estende a autoridade para impor sanções a todos aqueles que cooperam ou apoiam qualquer elemento do governo da Venezuela”. O conselheiro também pediu uma ação internacional mais dura contra Maduro.

Em reação às sanções, o chanceler chavista, Jorge Arreaza, disse que a maioria das divisas da Venezuela em território norte-americano são da Citgo, uma subsidiaria da empresa estatal venezuelana de petróleo PDVSA.

Arreaza também classificou a medida como um roubo. “Nossas contas, que temos no Citibank, no Bank of América foram roubadas. Ladrões, ladrões e mil vezes ladrões”, disse. Em Caracas, ele disse que os Estados Unidos querem transformar o país em um palco para uma guerra geopolítica contra a Rússia e a China.

O autoproclamado presidente interino na Venezuela, Juan Guaidó, garantiu que as negociações com o governo chavista, sob mediação da Noruega, continuarão após o bloqueio. Ele também disse que a medida de Trump “não é um embargo ao país”, mas sim ao regime do ditador Nicolás Maduro, que faz “negócios às custas da fome dos venezuelanos”. “Isso não vai contra a Venezuela, vai contra um regime”, ressaltou.

Ainda nesta terça-feira (6), o chanceler brasileiro afirmou que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) o elabora uma lista de altos funcionários do regime chavista cujo ingresso no Brasil será proibido.  A portaria interministerial que regula a proibição está em fase final para publicação.

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