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Publicitário morre com suspeita de coronavírus no Clementino Fraga

Mateus deu entrada na unidade hospitalar na noite da última sexta-feira (27) e, com dificuldades respiratórias, foi entubado.

30/03/2020 11h42
Por: São Bento em Foco Fonte: MaisPB
Publicitário morre com suspeita de coronavírus no Clementino Fraga

O publicitário Mateus Carlos faleceu na manhã desta segunda-feira (30), no Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, com suspeita da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Ele é filho do empresário Eduardo Carlos, presidente da Rede Paraíba de Comunicação, que abrange as Tvs Cabo Branco e Paraíba.

Mateus deu entrada na unidade hospitalar na noite da última sexta-feira (27) e, com dificuldades respiratórias, foi entubado.

Em contato com a coluna do jornalista Silvio Osias, do Jornal da Paraíba, Eduardo Carlos comentou a morte. “Sílvio, meu filho foi para o céu”, disse. (Veja a publicação no final da matéria).

A Secretaria de Estado da Saúde ainda aguarda liberação do resultado do exame de Mateus para confirmar ou descartar infecção pelo novo coronavírus.

Óbitos em investigação 

A Secretaria de Saúde da Paraíba informou que até esta segunda-feira (30), 12 mortes estão em investigação. As suspeitas foram registradas como síndrome respiratória aguda grave.

“Meu filho foi para o céu”. Pais não deviam enterrar os filhos, por Silvio Osias

Na sexta-feira (27) à noite, Eduardo Carlos me disse que seu filho mais velho, Matheus, de 34 anos, estava no Clementino Fraga.

Tinha todos os sintomas da Covid-19 e fora entubado no início daquela noite.

No sábado, uma insuficiência renal agravou o quadro.

No domingo, houve uma discreta melhora.

Na manhã desta segunda (30), Matheus se foi.

Os pais não nasceram para enterrar os filhos, ouvi uma vez de Gilberto Gil, que perdeu um filho muito jovem num acidente de carro.

Os pais não nasceram para enterrar os filhos – vi essa realidade estampada no sofrimento do meu pai na morte do filho caçula, Jairo, meu único irmão.

Eram 10 horas da manhã desta segunda-feira quando Eduardo Carlos me ligou.

Do outro lado, chorando, ele me disse:

“Sílvio, meu filho foi para o céu”.

As palavras são todas insuficientes. Não traduzem o que a gente tem vontade de dizer a ele nem vão diminuir a sua dor.

Eduardo, os pais não nasceram para enterrar o filhos.

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