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​Dono de farmácia pode pagar multa de mais de R$ 20 mil por venda de álcool em gel com preço abusivo durante a pandemia​

O órgão de defesa do consumidor constatou que, durante a pandemia de covid-19, o estabelecimento comercializava álcool em gel de 400ml pelo valor de R$ 29,95, quando antes custava R$ 13,00. A diferença representa um aumento de 130%.

22/01/2021 06h12
Por: São Bento em Foco Fonte: ClickPB
​Dono de farmácia pode pagar multa de mais de R$ 20 mil por venda de álcool em gel com preço abusivo durante a pandemia​

O dono de uma farmácia em Bayeux pode pagar uma multa de mais de R$ 20 mil por ter comercializado álcool em gel com preço abusivo durante a pandemia. De acordo com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) foi ajuizada uma ação civil pública contra a Farmácia Menor Preço, após um desdobramento do inquérito civil público, instaurado a partir de um ofício do Procon do Município de Bayeux, informando a realização de inspeção na Farmácia Menor Preço, no dia 17 de março do ano passado, após recebimento de denúncia. 

Na ocasião, o órgão de defesa do consumidor constatou que, durante a pandemia de covid-19, o estabelecimento comercializava álcool em gel de 400ml pelo valor de R$ 29,95, quando antes custava R$ 13,00. A diferença representa um aumento de 130%. Em face disso, foi lavrado auto de infração, tendo sido remetidas cópias à Promotoria de Justiça para adoção de providências na esfera cível.

A 5ª promotora de Justiça de Bayeux que atua na defesa do consumidor, Fabiana Lobo, requer a condenação da empresa ao pagamento de multa e indenização pelo dano coletivo sofrido pelos consumidores no valor não inferior a R$ 20 mil reais, a ser revertida para o Fundo Estadual de Direitos Difusos.

Segundo Fabiana Lobo, paralelamente ao processo administrativo do Procon de Bayeux, tornou-se necessária a reparação ao dano coletivo causado pela empresa aos consumidores, pela venda de produto álcool em gel 70%, no período de pico da pandemia mundial, com valor abusivo. A empresa foi notificada, na esfera extrajudicial, para que prestasse informações, mas não se manifestou.

Para a promotora, a empresa violou o Código de Defesa do Consumidor. “O aumento arbitrário de preços que imponha vantagem exagerada de produtos voltados à prevenção do novo coronavírus, no pico da pandemia, não configura justa causa, mas sim insensibilidade com os mandamentos emanados da solidariedade social. Em situações de crise, espera-se dos comerciantes um mínimo de solidariedade e esforços para não haver aumento dos preços, sendo justa e legítima a busca do lucro, mas não de forma abusiva, aproveitando de uma triste situação de calamidade pública. A livre concorrência não autoriza o fornecedor fixar preço aleatório, sem critérios, sobretudo em momentos de crise, em que a população precisa ter acesso a produtos essenciais. A elevação de preços sem justa causa, em situações que afete a saúde e a segurança dos consumidores e da população em geral, enseja dano moral coletivo, a ser imputado ao fornecedor que assim agir”, argumentou.

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