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Brasil tem piora simultânea e inédita da pandemia, diz Fiocruz

Em nota técnica, órgão alerta que diversos indicadores estão piorando, no que ainda deve ser somente a "ponta do iceberg" 

02/03/2021 20h00
Por: São Bento em Foco Fonte: R7
Equipe médica durante cirurgia em paciente com covid-19 em UTI de hospital em São Paulo - (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress - 09.02.2021)
Equipe médica durante cirurgia em paciente com covid-19 em UTI de hospital em São Paulo - (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress - 09.02.2021)

O Brasil tem, pela primeira vez desde o início da pandemia, a piora simultânea de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais, segundo Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19 divulgado nesta terça-feira (2).

O cenário alarmante, segundo a análise, representa apenas a ponta do iceberg de um patamar de intensa transmissão no país. Ainda de acordo com a nota, 19 estados têm atualmente taxas de ocupação de leitos de UTI acima de 80%, sete a menos que no boletim anterior, do dia 22 de fevereiro. Por isso, o órgão considera que a situação atual precisa da adoção ampla de medidas de distanciamento social.

O Boletim analisa um conjunto de dados do SUS (Sistema Único de Saúde) sobre casos, óbitos e taxas de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid-19 para adultos no país verificados em 1º de março, em comparação aos observados em 22 de fevereiro.

O crescimento rápido a partir de janeiro, de acordo com a investigação, é o pior cenário em relação às taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos em vários estados e capitais, que concentram a maior parte dos recursos de saúde e as maiores pressões populacionais e sanitárias que envolvem suas regiões metropolitanas.

Diante desse quadro, os pesquisadores do Observatório Fiocruz Covid-19 ressaltam que os desafios atuais exigem um enfrentamento estratégico por todos os setores do sistema de saúde. Não apenas em hospitais, mas também no reforço de ações de atenção primária (APS) e vigilância em saúde.

A edição pontua que a situação atual, de crise sanitária e social, exige medidas que envolvam o sistema de saúde brasileiro nas áreas de vigilância e atenção à saúde, além de ações para mitigar os impactos sociais da pandemia, principalmente para os mais vulneráveis.

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