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Livro traz histórias de jovens que mudaram a escola

Coletânea das jornalistas Luciana Alvarez e Cinthia Rodrigues mostra que é possível transformar a realidade

04/03/2021 02h10
Por: São Bento em Foco Fonte: R7
Mohamad Al Jounde pelo traço da ilustradora Fernanda Ozilak - (Foto: Fernanda Ozilak/Reprodução)
Mohamad Al Jounde pelo traço da ilustradora Fernanda Ozilak - (Foto: Fernanda Ozilak/Reprodução)

Mohamad Al Jounde tinha apenas 12 anos quando precisou deixar sua terra natal, a Síria, para morar no Líbano. Sem a possibilidade de estudar devido as restrições impostas pelo governo, o menino decidiu trabalhar como voluntário em um campo de refugiados.

Ali conheceu outros meninos que como ele estavam longe da escola. Se organizaram para desenvolver atividades como fotografia e aos poucos o espaço foi tomando ares de escola. Chegaram professores voluntários, o que não agradou o governo do Líbano.

Numa noite, a polícia foi até o campo de refugiados e destruiu a tenda onde a pequena escola funcionava. O caso ganhou repercussão internacional e em 2013 a escola para refugiados passou a funcionar oficialmente. Em 2020 atendeu a 200 crianças a partir de 6 anos de idade.

Essa é uma das histórias contadas no livro 21 Histórias de estudantes que mudaram a escola, das jornalistas Cinthia Rodrigues e Luciana Alvarez com ilustrações de Fernanda Ozilak. "A proposta do livro é mostrar que os estudantes têm o poder de transformação, não precisam seguir apenas o que os adultos mandam", explica Luciana.

O livro é recheado de histórias para inspirar estudantes a transformar a escola onde estudam e gerar impacto na vida de toda uma comunidade.

Internações de pessoas entre 30 e 55 anos em UTIs cresceu em todo o país
Internações de pessoas entre 30 e 55 anos em UTIs cresceu em todo o país - (Foto: Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo - 27.1.2021 )

Além das histórias, o livro tem como objetivo arrecadar fundos para a ONG Quero na Escola, projeto que desde 2015 incentiva o protagonismo dos estudantes e promove ações dentro de suas escolas.

O Quero na Escola nasceu pela inquietação das jornalistas diante da situação dos estudantes nas escolas. "Muito se fala em protagonismo, mas na prática, os jovens têm pouco espaço dentro das escolas", observa Luciana. O Quero na Escola surgiu como um espaço para ouvir os estudantes, saber o que eles gostariam de ter na escola e conectar com pessoas que estão dispostas a ajudar. 

"Um estudante de uma Etec (Escola Técnica Estadual) pediu para que alguém pudesse afinar o piano que estava disponível na escola", conta. "Um voluntário foi até o local, afinou o instrumento, e o jovem passou a tocar para os outros alunos."

Em meio a pandemia, com as escolas fechadas ou com circulação reduzida, os voluntários têm ajudado os estudantes com o Ponto Extra, que oferece apoio, orientação e reforço.

Para comprar o livro 21 Histórias de estudantes que mudaram a escola basta acessar o link.

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