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Vale a pena gastar um pouco mais para comprar um celular 5G agora?

A 5ª geração da internet móvel ainda não está disponível no Brasil, mas é possível encontrar aparelhos compatíveis com a nova rede

21/10/2021 às 02h05
Por: São Bento em Foco Fonte: R7 - João Melo e Lucas Ferreira, do R7
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A tecnologia 5G se tornou um dos assuntos mais comentados no mundo das telecomunicações. A nova geração de internet móvel promete velocidades até 20 vezes maiores do que a conexão atual mais avançada, o 4G.

Para ter acesso à rede 5G, os consumidores precisarão comprar celulares pensados já para a nova rede. Entretanto, para o membro da IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos) e presidente da Questera Consulting, Raul Colcher, ainda não é o momento para brasileiros adquirirem novos aparelhos, apesar das principais fabricantes já oferecem modelos compatíveis com essa tecnologia.

“Não há grande vantagem para o consumidor pessoa física em adquirir um celular 5G neste momento. Não só porque as redes públicas 5G ainda vão demorar um pouco para se tornarem disponíveis no país e mais ainda para se tornarem disseminadas, mas também porque a maior parte das aplicações acessíveis a esses consumidores ainda não fazem uso das vantagens comparativas oferecidas pela nova tecnologia.”

De acordo com Colcher, em um primeiro momento após o início da operação da nova rede no Brasil, o 5G deve ser usado quase que restritamente por corporações em aplicações especializadas.

Ainda assim, atualmente, os lançamentos de celular das grandes marcas no Brasil já disponibilizam a tecnologia 5G. O especialista destaca que o risco do smartphone para esse tipo de rede móvel ficar defasado é “baixo”.

“Risco baixo. O ciclo de vida útil dos aparelhos tende a cobrir o prazo para ativação das redes 5G e sua obsolescência depende mais de outros fatores, como memórias, velocidade de processadores, capacidade de câmeras e outros dispositivos e interfaces que da rede em si.”

Além da velocidade, o 5G possui uma latência baixa, ou seja, um intevalo de tempo pequeno entre um comando e uma resposta, apresentando uma confiabilidade superior pra conectar carros autônomos, robôs e outros equipamentos que precisam ser precisos. Atualmente, não é possível uma ampla aplicação de sensores e câmeras, por exemplo, por conta da limitação no 4G.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou no final de setembro o edital para a licitação das frequências que serão usadas para o 5G. Segundo Colcher, o Brasil não está defasado em relação a outros países na implementação da rede, mas alerta para o atraso do desenvolvimento nacional no entorno desta tecnologia.

“A defasagem na aplicação de 5G no Brasil tende a ser relativamente pequena. Importante entender que não me refiro aqui ao desenvolvimento de tecnologias relacionadas ao 5G no Brasil, para o que, aí sim, praticamente inexistem esforços relevantes e a defasagem é, portanto, muito significativa em relação aos centros mais industrializados.”

A implementação do 5G deve acontecer gradualmente pelo Brasil a partir do leilão feito pela Anatel. Atualmente, o país conta com a rede 5G DSS (sigla em inglês para Compartilhamento Dinâmico de Espectro), a qual poucos aparelhos possuem suporte.

“[O 5G DSS] é uma tecnologia de transição, que permite experimentar e utilizar algumas das funcionalidades de 5G sobre frequências de 4G, enquanto não se tornam disponíveis as frequências a serem adquiridas pelas operadoras no leilão e durante a fase de transição imediatamente posterior ao leilão”, concluiu Colcher.

 

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